Pocket Shows – Projetos

O Projeto “Mulheres e o Sul” é um pocket show de dança que celebra a força, a sensibilidade e o protagonismo feminino dentro da cultura gaúcha. Ao longo de 45-60 minutos de apresentação, o público é conduzido por uma viagem artística que une tradição, identidade e emoção, por meio de coreografias inspiradas nas vivências, nos costumes e nas histórias das mulheres do Sul do Brasil.
Cada cena revela diferentes facetas da mulher gaúcha: sua coragem diante dos desafios, sua ligação com a terra, a família e as tradições, além de sua capacidade de transformar e preservar a cultura ao longo das gerações. Com uma linguagem que combina dança, música e elementos cênicos, o espetáculo apresenta um olhar contemporâneo sobre as raízes culturais do Rio Grande
do Sul.
Entre ritmos, movimentos e imagens poéticas, “Mulheres e o Sul” homenageia aquelas que construíram e continuam construindo a identidade de um povo, destacando sua presença marcante na formação histórica, social e cultural da região. Mais do que um espetáculo folclórico, “Mulheres e o Sul” é um encontro entre passado e presente, tradição e renovação, reafirmando a importância da mulher como guardiã e protagonista da cultura sul-rio-grandense.



O Projeto Gaúchas e Beduínas é baseado na obra de Manoelito de Ornellas que versas sobre a origem étnica e a formação social do Rio Grande do Sul, especificamente sobre a figura icônica do povo gaúcho “pampeano“.

Esta ideia nasceu ainda em 2017 como subtítulo da 7ª Edição do Festival Ayuni Belly Dream – evento internacional de danças árabes do Mercosul – contudo o evento a ser realizado em outubro de 2018 foi suspenso pela falta de recursos e o tema foi aproveitado para o Espetáculo de encerramento do Ayuni Studio de Dança desse mesmo ano. Com o grande sucesso e repercussão obtida, graças a temática ter uma grande ligação histórica e afetiva coma região, haja vista Jaguarão estar no pampa do RS, fronteiriça ao Uruguai e muito próximo da Argentina, terras onde os gaúchos e gaúchas escreveram suas histórias, a reapresentação foi enviada e selecionada no edital de patrocínios do Banrisul para uma reapresentação na Semana Farroupilha de 2020, contudo devido a pandemia de COVID-19, não pode ser realizada.

Dessa forma a ideia transformou-se num projeto que visa reapresentar periodicamente um pocket show na semana Farroupilha, trazendo Cias, Grupos, Artistas Profissionais e Amadores dos países que fazem parte da formação agora, por que não, genética, deste deste personagem histórico. O conceito geral baseia-se na divulgação da cultura, através da dança relacionada aos 7 povos que consideramos fazer parte da linha evolutiva que culminou com a figura do gaúcho histórico: Árabes, Bérberes/Beduínos, Ciganos, Espanhóis, Portugueses, Africanos e Indígenas.

O DNA da campanha gaúcha que se notabilizou nos pampas tem suas raízes nos povos originários sul-americanos mesclados aos colonizadores da península ibérica, que por sua vez foram “temperadas” também por sangue de povos árabes e africanos. “Segundo relato, seu avô viera da Espanha, […]. Da Espanha vieram para o Uruguai, de navio, e depois para o Brasil. Eram três irmãos: um se perdeu na viagem; o outro foi para São Gabriel, onde formou família e montou um acampamento cigano; o último, avô do Sr. Bagesteiro, foi parar em uma tribo de índios em Rosário do Sul, onde se apaixonou por uma índia e casou-se. […]. Seu avô era comerciante de cavalos e viajava pelo Brasil, mas os lugares que mais se fixou foram em Rosário do Sul (Saicã) e em Porto Alegre (Parcão). O Pai do Sr. Bagesteiro foi o último filho dessa família, formada pelo cigano, vindo da Espanha e pela índia do Rio Grande do Sul.”